Amares
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Situado entre o Homem e o Cávado, o concelho de Amares tem uma área de 82 Km2 e conta uma população que ronda os 20.000 habitantes, distribuídos pelas suas 24 freguesias.
Procurado de forma crescente para residência de tantos que trabalham na vizinha cidade de Braga, tem visto aumentar substancialmente o seu tecido paisagístico urbano, sobretudo entre as localidades de Ferreiros e Lago.
Nada, porém, que tenha vindo a comprometer a sua bem sedimentada tipicidade rural, onde à beleza do campo e da montanha se junta com considerável asseio o remanso de algumas praias fluviais.
É ainda deste enamoramento telúrico e deste idílio com a Natureza que emergem os múltiplos olivais e laranjais – plantações estas que, desde há longos anos, impuseram Amares como terra privilegiada de citrinos.
A par disso, em pequenas leiras ou em terrenos de mais espraiada dimensão, vem-se mantendo a velha agricultura de subsistência em convivio hamonioso com amplos vinhedos e extensos pomares essencialmente consagrados á produção de kiwi.
De tudo emana uma paisagem diversificada entre ocres e verdura, que aparece muitas vezes consubstanciada em ricas tradições ligadas ao campo, amiúde representadas com animação, vivacidade e alegoria nos cortejos etnográficos, nos grupos folclóricos e em eventos agrícolas como a Feira Franca.
Mas é também desta ligação umbilical ao mundo rural que se mantém em elevado patamar a qualidade dos vinhos, o sabor das hortas e a salubridade das carnes. Ingredientes que, conciliando ancestral experiência e um toque de segredo e inovação, fazem igualmente de Amares um destino de apetecida gastronomia e a capital por excelência das papas de sarrabulho. De idêntico modo, os peixes dos seus rios proporcionam esporádicos pitéus, tipicamente servidos em esparsas adegas e casas de pasto sedeadas em alguns recantos mais característicos, mais pitorescos ou mais castiços das aldeias.
E do longo caudal do Cávado – entre os salgueirais, as austrálias e o canto das aves ribeirinhas – evola ainda não raras vezes o ambiente propício para a pesca desportiva e para actividades náuticas, sobretudo ligadas a treinos ou a provas de canoagem.
Por outro lado, os pontos mais altos do Concelho constituem esplêndidos miradouros espreitando sobre vales e colinas os rasgados horizontes.
De entre todos, destacam-se o Monte de Nossa Senhora da Paz e o Monte de S. Pedro de Fins – daqui zarpando com frequência os destemidos praticantes de parapente a sobrevoar os declives pedregosos, entre o cheiro à urze, aos giestais e ao eucalipto. Espaço montanhoso de nascentes de água cristalina, também no seu sopé outras águas se recomendam pelas reconhecidas propriedades terapêuticas conferindo fama além fronteiras à vila termal de Caldelas.
Concelho hospitaleiro que é local frequente de passagem para a Vila do Gerês, Amares tem aproveitado algumas das inúmeras potencialidades turísticas recuperando casas sob a traça original no mais típico das aldeias ou transformando degradados monumentos em espaços de luxo e excelência, como é exemplo vivo a Pousada de Santa Maria de Bouro. Mas outras riquezas no Concelho assomam como verdadeiras pérolas pela sua simbologia religiosa, pela sua referência histórica ou pelo seu valor patrimonial e arquitectónico. E de que adianta citar muitas, se nos basta a este nível lembrar, apenas a título demonstrativo, o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, o Convento de Bouro, o Mosteiro de Rendufe, a Casa da Tapada, as Torres de Carrazedo e de Dornelas, a Ponte de Rodes ou de Rodas, as ruínas do Solar dos Vasconcelos e a Ponte do Porto?
Obras e sinais que, do fundo de outros tempos, falam a um povo que continua, afinal, denodado, empreendedor e valoroso - haja razões que o façam crer e causas por que se sinta motivado a labutar.
Porque os Amarenses de agora prosseguem no incansável desejo de cumprir Amares. Tal como outros o vieram fazendo ao longo dos séculos mais remotos ou mais recentes e aqui deixaram marcas ou a esta Terra estiveram directa ou indirectamente ligados. De entre os quais, por entre nomes menos sonantes mas às vezes não menos talentosos ou heróicos, sobressaíram D. Gualdim Pais, Martim Moniz, D. Félix Machado, Francisco Sá de Miranda, Padre Francisco de Almeida e António Variações.
Espaço que, mais que a física, marcou a geografia da emoção de tantos artistas e artesãos, de tantos guerreiros a quem a Pátria muito deve: Amares continua aberta a outras mãos e outros nomes que lhe moldem novas glórias para o futuro. Continua à espera de outras vozes que construam e engrandeçam! Da minha e da tua: das nossas vozes múltiplas bramando o hino uníssono do mesmo amor à Terra! Ao som afinado da brilhante Banda Filarmónica, que tantos êxitos tem tido em actuações pelo mundo fora, granjeando sucessivamente os primeiros prémios em diversos festivais internacionais!
Contudo, Amares precisa de todos e com todos seremos maiores!
Com o contributo e a força do PS! Por isso, por amares Amares, seria bom que te fizesses militante e te juntasses a nós!
Contigo faremos mais e melhor…
Mais informações sobre Amares, no site da Câmara Municipal
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